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Futebol Entrevistado

Beto: “Gostaria de regressar ao meu país como é óbvio…”

Actualmente sem clube, após terminar a ligação ao Goztepe, Beto concedeu hoje uma pequena entrevista ao nosso site.

O guarda-redes português de 38 anos falou sobre a sua experiência no clube turco, explicou as razões da saída, mostrou interesse num regresso a Portugal, não revelou pressa em terminar a carreira, deu pistas sobre o futuro após pendurar as botas e ainda recordou e enumerou os melhores amigos que ganhou no futebol, tendo terminado com um grande agradecimento a Vítor Oliveira.

Fique então com toda a entrevista:

RD: De que forma avalias estes 3 anos no Goztepe?

Beto: Foram 3 anos excelentes a nível pessoal no que toca ao factor desportivo. Efectuei praticamente 100 jogos pelo clube e a um nível de performance alto, o que me levou a seguir o meu sonho de continuar nos planos da Seleção Nacional.

RD: Como foi viver na Turquia? Gostaste da experiência?

Beto: Foi uma experiência difícil a nível familiar, pela cultura, hábitos e muitas vezes falta de organização nos mais variados sectores. A minha família foi realmente o meu grande suporte para seguir com o meu foco e com a minha energia a top.

RD: Qual a razão da tua saída do Goztepe? 

Beto: As razões foram principalmente o desgaste psicológico e posteriormente falta de um acordo entre mim e o presidente.

RD: Já nos podes adiantar algo quanto ao teu futuro? Desejas voltar ao futebol português?

Beto: Gostaria de regressar ao meu país como é óbvio sempre e quando surja um bom projecto e… com projeção!!!!!

RD: Qual foi o clube mais especial que representaste até hoje e por quais razões?

Beto: Difícil responder porque muitos clubes foram importantes e especiais para mim e em diversos momentos da minha vida e carreira. O Sporting Clube de Portugal sendo o meu clube de formação e coração, posso dizer que será sempre o mais especial.

RD: Esperas jogar até depois dos 40 anos? Quais são as tuas expectativas nesse aspecto tanto a nível de clubes como de seleção? 

Beto: O meu limite não está estabelecido até porque me sinto bem física e psicologicamente, e desde que me sinta assim e motivado e com vontade de competir e ajudar o clube que representar e companheiros de equipa. No dia em que todo esse sentimento se dissipar… será o dia em que colocarei um ponto final!

RD: Já tens algo em vista para o teu futuro quando pendurares as botas? Queres continuar ligado ao futebol? 

Beto: Tive a sorte de ter sempre bom aconselhamento e ter as minhas ideias bem delineadas. Preparei o pós-carreira muito cedo e isso possibilita-me poder decidir o que fazer depois. Gostaria sim de ficar ligado ao futebol porque é a minha paixão, mas decididamente iria ter um papel de mudança e de apoio ao futebol e também ao jogador português!

RD: Na tua opinião quais são os melhores guarda-redes da actualidade? Consideras que algum está acima de todos os outros?

Beto: Para mim, actualmente, Ter Stegen é o jogador mais completo do futebol.

RD: Ao longo da carreira que treinadores e colegas de equipa mais te têm marcado tanto a nível profissional como pessoal?

Beto: Tenho muitos companheiros com os quais tive muita cumplicidade e amizade, outros amizade e admiração
Começo pelos meus primeiros amigos do futebol no meu Ponte Frielas e depois quando começou tudo a ser mais sério.
Bruno Alves, Raúl Meireles, Quaresma, Cristiano, Nuno Diogo, André Castro, Ricardo Santamaria, Pepe, Hugo Almeida, Vieirinha, Bruno Fernandes, Coates, Schelotto, Celso Borges e Pedro Celestino foram colegas/companheiros/amigos que me vão marcar para sempre.
Treinadores tive muitos e em diferentes épocas da minha vida e estado de maduração, mas definitivamente o mais importante para mim foi o Vitor Oliveira pela aposta e oportunidade que me deu de voltar a sonhar com a minha carreira quando tudo parecia perdido para mim e isso não posso, não consigo, nem quero esquecer nunca quem me deu a mão!

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