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Futebol Entrevistado

Luís Rocha: “Ainda não sei se vou continuar ou não”

Luís Rocha é um dos três jogadores portugueses do Legia onde também estão Salvador Agra e André Martins.

Em entrevista ao Remate Digital, o lateral esquerdo de 26 anos falou sobre a sua experiência em Varsóvia, os vários anos em Guimarães, entre outros assuntos.

RD: Como está a correr a experiência no Legia e quais são as principais diferenças entre o futebol polaco e o português?

Luis Rocha: Antes de mais gostaria de agradecer o convite para esta entrevista.

A minha experiência está a ser muito boa, é um clube que me oferece todas as condições, que luta sempre pelos títulos domésticos e que tem já algum historial nas competições europeias. O campeonato polaco tem sido uma agradável surpresa para mim, é um campeonato muito competitivo onde todas as equipas são capazes de ganhar contra todas independentemente das posições na tabela. Penso que a grande diferença entre o campeonato polaco para o português é ao nível da intensidade e a qualidade de técnica do jogo. Enquanto em Portugal a qualidade técnica e táctica são muito fortes aqui na Polónia a intensidade é a imagem de marca. É um jogo mais físico e intenso do primeiro ao último minuto.

RD: Começaste como extremo, mas depois passaste para lateral ainda em Guimarães. Como lidaste com essa adaptação?

Luis Rocha: Fiz toda a minha formação no Vitória como extremo e nunca pensei que quando subisse a profissional me tornaria num lateral. Na altura foi por necessidade, com o Mister Rui Vitoria e com o Mister Luiz Filipe na equipa B, como as coisas me começaram a correr bem passou a ser a minha posição natural. A verdade é que lidei sempre bem com a situação porque via que podia ter mais possibilidades no futuro a lateral do que a extremo.

RD: Que balanço fazes dos vários anos em que estiveste no Vitória SC? Como foi sair para o Panetolikos após esse longo período?

Luis Rocha: Faço um balanço muito positivo de todo o tempo que passei no Vitória, muito do que sou hoje devo ao Vitória. Foi lá que cresci como jogador, mas acima de tudo como homem. Fiz grandes amizades, passei dos melhores momentos da minha vida futebolística lá. Foram 10 anos a jogar no Vitória e a estar perto da minha família, mas na altura a minha situação no Vitória não estava a melhor e tanto eu como o clube achamos melhor ir por caminhos diferentes. Foi então que apareceu o Panetolikos e nesse momento não foi fácil sair da minha zona de conforto porque ia ser uma realidade por a qual nunca tinha passado. Mas decidi arriscar porque ia ter mais portugueses comigo no plantel e porque pensei que poderia ser bom também para mim futebolisticamente.

RD: Sabemos que quando estavas na formação do Vitória chegaste a fazer testes no Chelsea. Como correu essa experiência?

Luís Rocha: Foi uma grande experiência, é algo que irei guardar e recordar para sempre. Tinha apenas 13 anos e eu e o Cafu fomos convidados a ir uma semana a Londres fazer testes. De repente todos os jogadores que estávamos habituados a ver na televisão a jogar na Primeira Liga inglesa e Champions League estavam a almoçar no mesmo refeitório que nós. Foi numa altura em que o Chelsea tinha ganho tudo com o Mourinho. Apesar de ele já não estar no clube ainda tinha alguns portugueses no plantel e lembro-me de termos conversado com o Paulo Ferreira num desses almoços.

RD: Ao longo destas 4 épocas no estrangeiro têm surgido propostas para voltares a Portugal? Isso faz parte dos teus planos?

Luís Rocha: Sinceramente não vejo isso acontecer num futuro próximo, mas nunca descarto essa hipótese, no futebol nunca sabemos o dia de amanhã. Estou em fim de contrato aqui no Legia e ainda não sei se vou continuar ou não. Agora com esta situação toda do coronavírus também não dá para se fazer grandes planos. Os próprios clubes não sabem muito bem como será o futuro próximo.

RD: Tens algum episódio engraçado/caricato vivido na tua carreira que nos possas contar?

Luís Rocha: Felizmente ao longo destes anos tenho convivido com grandes balneários onde passamos muitas situações divertidas. Entre os quais ter sido “barrido” por um karting depois de um almoço de equipa, ter ficado duas horas parados dentro de um autocarro que avariou no meio da autoestrada e num infernal calor da Grécia, ou por exemplo eu e mais alguns colegas termos sido seguidos pela polícia enquanto andávamos nas tão famosas trotinetes elétricas.

RD: Achas que será possível concluir os campeonatos?

Luís Rocha: Eu quero acreditar que sim, mas neste momento vivemos uma situação muito difícil e que nunca aconteceu na história e penso que neste momento ninguém o conseguirá dizer, mesmo as pessoas que tem o poder de decidir, só o tempo e a maneira como esta situação se desenrolar o poderá dizer. Acho também que dependerá muito de país para país, porque nem todos os países estão no mesmo mesmo estado de gravidade.

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