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Futebol Entrevistado

“Chaves foi o clube que me abraçou quando ninguém queria” – Marcão

Depois de uma temporada e meia em Portugal ao serviço do Rio Ave e do Chaves, Marcão rumou em janeiro ao Galatasaray onde conquistou rapidamente o seu lugar somando 21 jogos e conquistando o campeonato e a taça da Turquia.

Nesta entrevista ao nosso site fala da importância do Chaves e do Rio Ave na sua ainda curta carreira(tem 22 anos), da adaptação ao Galatasaray, de onde surgiu a sua técnica especial para bater penáltis, entre outros assuntos.

RD: De que forma avalias a nível individual e colectivo esta meia temporada no Galatasaray?

Marcão: Foi muito boa nos dois aspectos, individualmente estou cada vez mais preparado para novos desafios e coletivamente desde a minha chegada e de outros jogadores que chegaram comigo acredito que o grupo melhorou muito.

RD: Foi fácil a adaptação ao modo de vida turco?

Marcão: Fácil demais desde a minha chegada a torcida, os meus companheiros e treinadores me receberam muito bem, sempre deram muita atenção à minha família e isso facilitou muito a minha adaptação.

RD: Como recebeste a notícia da descida do Chaves que representaste na 1ª metade da época?

Marcão: Então, tinha acabado de jogar, estava conversando com o meu empresário quando me disse que o Chaves tinha perdido e consequentemente caído, fiquei muito triste porque é um clube que não merece isso pelas pessoas que trabalham lá e pelos amigos que deixei.

RD: Na tua opinião como correu a experiência no futebol português ao serviço do Rio Ave e do Chaves?

Marcão: Para mim foi muito bom, se hoje estou aqui esses dois clubes têm a sua parcela nisso.

No Rio Ave comecei jogando muito bem, mas não estava acostumado com o futebol português. Eu era muito agressivo, isso me fez levar muitos cartões e isso me prejudicou muito. E no mesmo ano acontece a tragédia com o meu irmão depois disso não consegui jogar mais.

Mas no Rio ave foi muito bom sou muito grato por tudo que eles fizeram por mim e pela minha família.

Agora no Chaves já estava habituado ao futebol português, era uns dos lideres do grupo, então tinha muita responsabilidade. Tinha certas coisas que fazia antes que não poderia fazer, apesar de sofrermos desde o começo do campeonato foi o meu melhor começo de temporada. Chaves representa muito para mim, foi o clube que me abraçou quando ninguém queria, então vou levar esse clube para sempre no meu coração.

RD: De onde surgiu a tua técnica especial para bater os penáltis? Podes nos contar mais sobre ela? 

Marcão: Então, teve um dia que estava pensando que eu tinha que fazer algo a mais. Para nos zagueiro(central) é um pouco difícil de fazer golo, então nas férias comecei a treinar penalti, comecei a ver vídeos e comecei a ver posicionamento dos goleiros. Reparei que se você vai andando para a bola e olhando para ele, ele começa a ficar apreensivo e começa-se a mexer e consequentemente ele vai escolher um lado, o segredo está aí. Mas é claro que com o tempo os goleiros estudam bastante as minhas cobranças e isso acaba se tornando um pouco mas difícil, mas também vou colocar em prática novas técnicas.

RD: Em que aspectos do jogo te consideras mais forte e em quais necessitas de melhorar?

Marcão: Olha, aquilo em que eu me considero mais forte é na minha saída de jogo, é muito boa. Acho que tenho que melhorar é o posicionamento dos meus pés quando o adversário está com a bola às vezes não estou bem posicionado para reagir rápido, então é trabalhar bastante para melhorar.

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