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Futebol Entrevistado

Podence: “Penso que já fui muito injustiçado pela minha altura”

Daniel Podence concedeu uma curta entrevista ao nosso site em que falou sobre esta primeira temporada na Grécia com bons números individuais.

A adaptação a um novo país, a ausência de títulos nos últimos dois anos do clube, a forma como ele e os outros encaram e encararam a sua baixa estatura, a posição onde se sente mais confortável e também a Selecção Nacional foram os assuntos abordados.

RD: De que forma avalias esta temporada no Olympiacos a nível individual e coletivo? 

Podence: Foi uma boa temporada individualmente, consegui ter tempo de jogo, que depois de uma lesão grave, era o que pretendia. Consegui mostrar bom futebol e resultados numa equipa grande como é o Olympiacos.

Coletivamente foi uma temporada agridoce. Tivemos momentos muito bons como na Liga Europa e campeonato e outros momentos que não conseguimos estar a um bom nível, dai a falta de títulos. Faltou-nos consistência, também devido à equipa jovem que tínhamos.

RD: Foi fácil a adaptação à Grécia? Encontraste muitas diferenças relativamente a Portugal?

Podence: A adaptação foi relativamente fácil. Encontrei uma estrutura e um balneário muito bom onde me facilitou a vida no sentido de integração ao clube, à cidade e ao futebol. Quanto a diferenças com Portugal, é muito parecido a todos os níveis acho. Comida, vida social, equipas, futebol em si. Os jogos grandes na Grécia vivem-se mais.

RD: Como é que o clube e os adeptos lidaram com o facto de não ganharem nem campeonato nem a taça pelo segundo ano seguido? Não é habitual na história recente do Olympiacos…

Podence: Sim, não é nada normal e acredito que para o ano as coisas vão voltar ao que eram. Como disse, foi um ano agridoce, e acho que mesmo os adeptos sentiram isso. Porque mostramos muito bom futebol e merecíamos mais, mas em momentos cruciais não fomos consistentes, penso que todos, jogadores e adeptos, ficaram com a sensação que podíamos ter ganho pelo que fizemos. Mas também tivemos um adversário forte a nossa frente.

RD: Em algum momento da tua formação e carreira profissional sentiste que a estatura te prejudicou ou que levou as pessoas a tomarem decisões injustas?

Podence: Sentia em certa altura que se fosse um pouco mais alto talvez pudesse fazer mais a diferença, por exemplo no jogo aéreo dentro da área. Mas com o tempo são coisas que vão se aprendendo a lidar. Quanto a decisões de outras pessoas penso que já fui muito injustiçado pela minha altura, mas faz parte. Há que dar a volta sempre por cima e mostrar, mais tarde ou mais cedo, que estão ou estiveram erradas.

RD: Em que zona específica do ataque te sentes mais confortável? Na ala direita ou na esquerda? No apoio ao ponta de lança? 

Podence: Na direita ou na esquerda, pelo facto de ter feito a formação toda nessas posições. No apoio ao ponta de lança joguei pouco tempo mas habituei-me bem e gostei. Só que é uma tática pouco utilizada, então prefiro jogar como extremo.

RD: Acreditas que podes chegar à Selecção Nacional em breve?

Podence: Sim, perfeitamente. Está perfeitamente ao meu alcance e vou lá chegar.

Saiba mais sobre Podence:

O extremo de 23 anos é natural de Oeiras. Começou a sua formação no Belenenses, mas esteve a maior parte do tempo no Sporting.

Foi no clube leonino que também se estreou como sénior ao serviço da equipa B. Em 2016/17 rumou ao Moreirense por empréstimo e esteve em destaque na primeira metade da temporada, regressando em janeiro para somar 13 jogos pela equipa principal do Sporting.

Na temporada 2017/18 começou bem e foi utilizado em 20 jogos até se lesionar com gravidade em janeiro. Acabou depois por rescindir na sequência dos incidentes em Alcochete e rumou ao Olympiacos.

Na equipa orientada por Pedro Martins apontou 8 golos e fez 9 assistências em 41 jogos nesta temporada.

Representou as selecções jovens de Portugal desde os sub-16 até aos sub-21.

Tem contratou até 2022 com o clube grego.

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