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Mau comportamento dos pais impediu que um jogo de petizes chegasse ao fim

O mau comportamento dos pais é muito provavelmente o maior problema do futebol de formação.

Neste último sábado surgiu mais um lamentável episódio no jogo do escalão de petizes(crianças de 6/7 anos) entre a Sanjoanense e o União de Lamas.

Como neste escalão não são permitidos campeonatos nas respectivas associações, os clubes organizam alguns jogos ou pequenos torneios.

O encontro foi então apitado por um membro da estrutura da Sanjoanense que é pai de um dos miúdos.

No entanto, os pais dos atletas do União de Lamas não gostaram da arbitragem e o ambiente azedou, tendo mesmo sido necessário chamar a polícia.

Por estas razões o jogo acabou então antes do previsto.

Segundo o jornal “OJogo” as duas partes apresentam versões diferentes.

Hugo Marco, da Sanjoanense, que apitou o jogo: “Na primeira parte, o Lamas pediu um penálti, mas eu estava a olhar para um menino que se estava a queixar e não vi. Na segunda, um miúdo chutou a bola contra as pernas de um jogador do Lamas, eles pediram penálti e eu marquei canto. Insultaram-me e disseram aos miúdos para saírem do campo. Vi o meu filho e outros jogadores da Sanjoanense a chorar…”

Manuel Oliveira, vice-presidente da Sanjoanense:  “Houve um desentendimento entre os pais, mas que não passou de uns “bate-bocas”. Recolhemos as nossas crianças ao balneário, pois estavam a chorar e não entendiam o que se passava. Temos de ensinar os miúdos e não os pais”.

Emanuel Mendes, coordenador do futebol de formação do União de Lamas: “Não estive presente no encontro, mas as informações que me deram foi que o Lamas estava a ser claramente prejudicado, que os pais estavam revoltados e que tentaram falar com as pessoas responsáveis da Sanjoanense, mas que estes se riam para o banco do Lamas. Os miúdos do Lamas estavam com medo de ir à bola, houve revolta na bancada e os diretores e treinadores acharam por bem acabar o jogo”.

Não nos compete dizer quem tem razão ou quem deixa de a ter, apenas lamentar que estas situações continuem a ocorrer.

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