Mercado fechado em Itália: Ronaldo foi o destaque mas existe muito mais por contar…

A contratação de Cristiano Ronaldo foi o grande destaque deste mercado de transferências não só em Itália, mas em todo o mundo, no entanto existe muito mais por contar na Série A que viu várias equipas aumentarem a qualidade dos seus plantéis.

Se a “vecchia signora” perdeu o super Buffon para fazer entrar Perin, também é verdade que viu Higuain, Howedes, Liechsteiner, Marchisio e Sturaro saírem para entrarem Ronaldo, Bonucci, Cancelo e Emre Can. Têm um plantel com várias e excelentes opções. Provavelmente um dos melhores da Europa na facilidade e capacidade de fazer dois onzes de qualidade. Só mesmo na baliza se levantam, pelo menos para já, algumas dúvidas…

Roma e Inter foram os clubes que provavelmente mais e melhor se reforçaram. A equipa da capital até perdeu Alisson e Nainggolan(além de outros jogadores menos relevantes) mas reforçou-se com Nzonzi, Justin Kluivert, Marcano, Cristante(brilhou e de que maneira na Atalanta), Pastore, Robin Olsen, entre outros.

O Inter teve em Cancelo e Rafinha as suas principais perdas, mas fez entrar Nainggolan, De Vrij, Politano(destacou-se no Sassuolo e foi apontado ao Nápoles), Asamoah, Lautaro Martinez, Vrsaljko e Keita Baldé. Juntando estes nomes a Handanovic, Miranda, Skriniar, Vecino, Borja Valero, Brozovic, Icardi e Perisic é indiscutível que Spalletti tem agora um plantel de qualidade superior.

O rival Milan teve como destaque a contratação de Higuain, enquanto que por outro lado André Silva e Kalinic saíram.

Outro dos destaques foi a saída de Bonucci que foi imediatamente colmatada com a aposta em Caldara(oriundo da Juventus, mas que se tinha destacado nas 2 últimas épocas na Atalanta). Nota também para as entradas de Reina, Strinic, Bakayoko, Halilovic, Laxalt e Castillejo. 

Por outro lado, o Nápoles terá sido a grande desilusão deste mercado. De Laurentiis voltou a falhar, depois do autêntico fiasco que se viu no mercado de Janeiro. É verdade que as saídas de Reina e Jorginho foram as únicas de grande relevo, mas os napolitanos já tinham um plantel muito curto no qual Sarri fez vários “milagres”.

A aposta em Ancelotti fazia prever reforços de maior dimensão mas o líder “fanfarrão” do clube napolitano não conseguiu melhor do que Simone Verdi, Fabian Ruiz, Karnezis, Malcuit e Ospina. 

Ancelotti, habituado a grandes plantéis, terá um dos maiores desafios da carreira apesar de até ter mais opções do que Sarri que por exemplo viveu grande parte da época passada praticamente com apenas três opções credíveis para as… três posições do ataque.

Será curioso perceber o que este Nápoles irá render após Sarri e o que Ancelotti irá fazer numa situação diferente à qual está habituado. 

A Lazio não teve um mercado muito agitado. De Vrij e Felipe Anderson foram as principais perdas dos “laziale” que apostaram em Durmisi(Bétis), Valon Berisha(Salzburg), Badelj(Fiorentina), Correa(Sevilha), Silvio Proto(Olympiacos) e Acerbi(Sassuolo). Por outro lado seguram, pelo menos para já, o sérvio Milinkovic-Savic. 

Em Bergamo, a Atalanta que começa a crescer no futebol italiano e até a encantar pelo futebol praticado perdeu elementos como Caldara e Cristante, além de ter permitido de forma surpreendente a saída de Petagna para a SPAL. Gasperini recebeu para o seu lugar Zapata(Sampdória). Pasalic foi a outra contratação de maior destaque. Nota também para as entradas do guarda-redes Gollini(Aston Villa), do central Marco Varnier(Cittadella), do defesa esquerdo Reca(Wisla Plock), do extremo Rigoni(Zenit) e do avançado Tumminello(Roma) e também para os regressos do central Djimsiti e do médio Pessina que tinham sido emprestados a Benevento e Spezia.

Não podemos também esquecer a mudança de Bruno Alves para o Parma que no regresso à Série A fez várias alterações no seu plantel.