João Novais: «Este ano tive uma evolução brutal enquanto jogador, tecnicamente e tacticamente»

Numa curta entrevista ao Remate Digital o jogador de 24 anos que se destacou esta temporada com 11 golos e excelentes exibições que lhe valeram a mudança para o Braga, avaliou os três anos que esteve em Vila do Conde, falou sobre as suas expectativas para o novo clube, da sua polivalência que lhe permite jogar em várias posições do meio-campo para a frente, do sonho chamado Selecção Nacional e deixou ainda muitos elogios a Pedro Martins, Luís Castro e Miguel Cardoso que o orientaram no Rio Ave. Veja toda a entrevista:

RD: Que balanço fazes destas três épocas no Rio Ave a nível individual e coletivo?

João Novais: Balanço extremamente positivo. Nestes 3 anos, chegamos 2 vezes à Europa, isso é algo que não está ao alcance de muitas equipas do nosso campeonato. O Rio Ave neste momento é um clube estável, com uma excelente estrutura o que faz com que todos os anos lute por objetivos ambiciosos, quer em relação a lugares europeus, quer nas provas nacionais.

Quanto a nível pessoal, de facto este meu último ano acabou por ser o meu melhor ano, não só pelo número de jogos e golos, mas também por sentir que tive uma evolução brutal enquanto jogador, tecnicamente e tacticamente.

RD: Quais são as tuas expectativas para próxima época? Acreditas que o Braga tem capacidade para continuar a intrometer-se entre os “grandes”?

João Novais: As expectativas, indo para um clube como o Braga, só podem ser máximas e eu serei mais um para ajudar a equipa a conquistar títulos.

O Braga não só tem capacidade para “continuar a intrometer-se” na luta dos 3 grandes, como deve começar a ser encarado, cada vez mais, como uma normalidade, e assim passar essa luta de 3…para 4.

RD: Qual a posição específica do terreno em que te sentes mais confortável para mostrar o teu melhor futebol?

João Novais: Sinto-me bem em qualquer posição do meio campo para a frente. Sempre fui um 8 / 10, este ano joguei muitas vezes sobre uma das alas, com tendência a jogar por dentro, até como avançado joguei, por isso não tenho uma posição preferida, deixo ao critério do Mister Abel, enquadrar-me na que melhor render em prol da equipa.

RD: Acreditas que podes chegar à Selecção Nacional em breve?

João Novais: Voltando a falar na dimensão do clube, jogando num clube como o Braga, com maior projeção, maior visibilidade, obviamente que fica mais possibilitada a hipótese de ir à seleção, mas isso não é algo que me tire o sono, é um objetivo, é certo, mas sei que para isso tenho de fazer o melhor no meu clube.

RD: Trabalhaste com treinadores como o Luís Castro e Miguel Cardoso que têm apostado numa filosofia de jogo positiva que os diferencia da maioria. Como os caracterizas? Achas que têm capacidade para outros patamares?

João Novais: São treinadores distintos, tal como o Pedro Martins, cada um com a sua ideia e filosofia, mas todos conhecedores do que é o jogo. O Pedro Martins é um treinador que foi jogador por isso percebe facilmente o que o jogador precisa para render ao fim de semana e isso era notório no meu primeiro ano de Rio Ave.

O Luis Castro, mais sereno, talvez mais introvertido mas muito assertivo nas suas palestras e indicações.

O Miguel Cardoso é um treinador que vai mesmo ao último pormenor, por mínimo que seja. Gosta de ter tudo bem claro, altamente conhecedor dos planos tácticos e técnicos, que possibilita aos jogadores desempenharem vários papéis durante o jogo e não se limitarem ao que a sua posição “pede”.

No geral, são três excelentes treinadores, que têm toda a legitimidade para ambicionar outros patamares.