Roderick: «O meu foco passa pelo Wolves e por poder desfrutar da Premier League»

Depois de uma temporada ao serviço do Wolves em que disputou 19 jogos e conquistou o Championship, Roderick Miranda aceitou responder a uma pequena entrevista para o Remate Digital em que falou desta sua primeira experiência em Inglaterra, das diferenças que encontrou, dos seus objectivos para a próxima época, de como é ter tantos compatriotas no plantel e ainda da seleção. Veja então esta pequena entrevista:

RD: Quais são as principais diferenças que encontraste no futebol inglês relativamente ao português?

Roderick: Relativamente às diferenças entre o futebol português e o inglês, em primeiro lugar tenho que falar dos adeptos. Há uma paixão enorme em volta do jogo, todos os estádios sem excepção estão cheios e sempre com ambientes incríveis. Dentro de campo, a intensidade de jogo é completamente diferente. Não existe tempos mortos, não existe uma equipa conseguir gerir o jogo durante alguns minutos, pois todas as equipas aqui estão em constante pressão e à procura do golo.

RD: Iniciaste a época a titular mas foste perdendo espaço. Como avalias esta temporada a nível individual?

Roderick: Ao início as coisas estavam a correr bem. Com vitórias e bom futebol. Houve um momento que após uma derrota o mister decidiu trocar, e a partir daí tivemos uma série grande de jogos a vencer, sendo mais complicado o meu regresso à equipa. Obstante isso, penso que foi uma época muito produtiva. Aprendi muitas coisas, e acima de tudo fui campeão. Nada pode ser melhor que isso.

RD: Quais são as tuas expectativas para a próxima época ? A continuidade no Wolves está certa ou a tua saída não está fora de hipótese?

Roderick: Próxima época o meu foco passa pelo Wolves claro, puder desfrutar da Premier League, a melhor liga do mundo. Ter mais tempo de jogo, puder ambicionar coisas maiores, e acredito que possamos fazer um campeonato muito competente e fazermos coisas engraçadas.

RD: Como é viver a experiência de jogar em Inglaterra com tantos jogadores portugueses no plantel?

Roderick: Jogar em Inglaterra é quase como um sonho para qualquer jogador, o respeito que existe, a paixão, a emoção em torno do futebol, não existe comparação. E tendo portugueses, é sempre mais fácil para tudo, quer seja adaptação, quer seja em termos de linguagem, acaba por facilitar em tudo.

RD: Ao longo da época acreditas-te que podias ter uma oportunidade na Selecção que te fizesse chegar ao Mundial?

Roderick: Ao início da época não minto, após a pré-convocatória para a Taça das Confederações, que tive uma réstia de esperança. Mas após ter deixado de jogar foi-se desvanecendo a possibilidade para o Mundial. Mas quero continuar a trabalhar para puder algum dia merecer a chamada à Selecção Nacional.