Entrevista Pedro Santos: «Para já não penso voltar a Portugal»

Cerca de 10 meses depois de ter deixado o Braga para representar o Colombus Crew, Pedro Santos falou-nos da experiência que está a viver nos Estados Unidos, das diferenças que encontrou, de alguns momentos do seu passado e relativamente ao futuro não se mostrou para já muito interessado em regressar a Portugal. Confira esta nossa curta entrevista ao extremo português de 30 anos.

RD: Foi fácil a adaptação aos EUA, à MLS e ao Colombus Crew?

Pedro Santos: Sim, a adaptação foi fácil, fui muito bem recebido no grupo, o que me ajudou e muito a integrar na equipa e no campeonato também. E mesmo na cidade acabou por ser fácil por ser mais tranquila do que as grandes cidades.

RD: Achas que ainda existem muitas diferenças entre o futebol europeu e a MLS? Se sim quais?

Pedro Santos: Sim, ainda há diferenças, aqui o futebol não é tão tático como na Europa e mesmo o estilo de jogo é diferente. É um estilo que beneficia o espetáculo pois não há muitos tempos mortos. Sempre com alta intensidade.

RD: Como avalias esta experiência para já a nível individual e coletivo?

Pedro Santos: Para já a experiência tem sido fantástica. A época passada chegamos à final da conferência perdendo apenas para o atual campeão e fizemos uma ótima campanha. A nível individual estive muito bem, também se calhar esperava ter marcado mais golos mas tirando isso foi uma boa prestação.

RD: Desejas regressar a Portugal ou experimentar outro campeonato em breve? No fundo quais são os teus objectivos para os próximos anos?

Pedro Santos: Bem, os meus objetivos para já é cumprir o meu contrato. Fui uma aposta forte do clube e espero ajudar ao máximo pois sinto-me bem aqui e depois logo vemos, mas para já não penso voltar a Portugal.

RD: Sentes que chegaste um pouco tarde à Primeira Liga e que isso te impediu de atingir outros patamares?

Pedro Santos: Não creio que tenha chegado tarde, cheguei com 24 anos, não acho que seja tarde penso que o que dificultou foi a minha afirmação no Braga isso sim. Penso que se fosse hoje em dia seria mais fácil porque na minha ideia é que cada vez mais a aposta é nos jovens e isso facilita muito e ajuda os jogadores a despontarem mais cedo. Uns anos atrás isso não era assim tão fácil, mas mesmo assim gostei muito do meu percurso apesar de achar que tinha qualidade para jogar noutros patamares .