Rodrigo: «Taça de Portugal veio coroar um bom trabalho e a dedicação dos jogadores»

Depois de ter conquistado no último domingo a Taça de Portugal, o lateral Rodrigo concedeu-nos uma curta entrevista em que falou dos seus primeiros passos em Portugal pela equipa B do Porto sob a mão de Luís Castro que viria a reencontrar na época passada em Chaves onde se estreou na Primeira Liga. O jogador brasileiro de 25 anos abordou também a inédita conquista da Taça ao serviço do Aves e o seu futuro próximo.

RD: Chegaste a Portugal para jogar no Porto B. O que achas que faltou para surgir uma oportunidade na equipa principal? Foi fácil a adaptação?

Rodrigo: É difícil de falar o que faltou para eu conseguir uma oportunidade no time principal. O Porto é um grande clube, com grandes jogadores, a competitividade é alta. Claro que precisei de um tempo de adaptação. É normal, o estilo do futebol é diferente do futebol brasileiro, ainda assim consegui fazer uma boa época que culminou com o título inédito da Segunda Liga. Não tive nenhuma oportunidade na equipe principal, quem sabe um dia.

RD: Na época passada estiveste também no Chaves. Como foi essa primeira experiência na Primeira Liga?

Rodrigo: No Chaves tive uma ótima experiência que me preparou para a época a seguir. Cheguei em janeiro e joguei 8 jogos. Foi importante para sentir como era o clima da primeira liga.

RD: Segue-se o Aves. Como avalias esta temporada a nível individual e coletivo que terminou com a fantástica conquista da Taça de Portugal?

Rodrigo: No Aves com certeza vivi a minha melhor temporada, tanto a nível individual como coletivo. O título da Taça de Portugal veio coroar um bom trabalho e a dedicação dos jogadores ao longo da época.

RD: Tens o objectivo de continuar no Aves ou desejas abraçar um novo projecto?

Rodrigo: Quanto ao futuro ainda é incerto. Tenho sim o desejo de continuar no Aves, já conheço o clube e gosto de estar lá. Mas, ainda irei ver quais projetos serão apresentados e decidir pelo melhor.

RD: Em que estilo de jogo te sentes mais confortável? Numa equipa que assume mais o jogo, que te dá mais liberdade ou que tem mais cautelas a nível defensivo, que aposta no contra-ataque, etc?

Rodrigo: Quanto ao estilo de jogo, gostei muito do modelo de jogo do mister Luís Castro quando cheguei no Porto B. Privilegia a posse de bola. Porém, nosso sucesso no Aves veio com um jogo com mais cautela defensiva e explorando os contra-ataques. Depende muito, claro que quase todo jogador gosta de ter bola, mas ás vezes outros modelos também dão certo. Eu agradeço porque hoje sei jogar das duas maneiras.