Ricardo Gomes: «Gostei muito de estar no Nacional mas agora está na hora de ir à procura de novos objetivos»

Numa curta entrevista ao Remate Digital, Ricardo Gomes falou sobre a bela época ao serviço do Nacional onde se sagrou campeão e melhor marcador da Segunda Liga com com 22 golos. O avançado de 26 anos abordou também alguns momentos do seu passado e as suas ambições para o futuro que ao que tudo indica pelas palavras do cabo-verdiano não passará pelo Nacional.

RD: O Vizela foi o teu primeiro clube em Portugal. Continuas a acompanhá-los? O que achas que tem faltado para chegarem aos principais patamares do futebol nacional?

RG: Sim foi o meu primeiro clube e um clube que tenho um carinho especial, acompanho sempre, sinceramente não sei o que tem faltado porque acho que o Vizela tem todas as condições para estar num patamar muito mais acima do que está neste momento. Eu pensava que ia ser este ano que iam voltar à Segunda liga depois de ter descido o ano passado mas acabou por não acontecer. Mas espero que consigam uma subida na próxima época.

RD: Depois de alguns anos em Guimarães o que consideras ter faltado para teres mais sucesso na equipa principal?

RG: Vendo agora acho que não me afirmei no Vitória muito por culpa própria, podia ter aproveitado melhor as oportunidades que tive, e com isso o tempo foi passando e o meu “momento” lá também.

RD: Após uma época em que ficaste em branco qual foi o segredo para os 24 golos nesta temporada?

RG: O ano passado não foi uma época nada fácil, tive oportunidades mas as coisas não me estavam a sair, faltava sempre algo na hora de fazer golo.
Este ano foi tudo diferente e eu acho que a maior diferença foi a confiança que eu senti do Mister Costinha, desde a pré-época senti que ele acreditava em mim, e a verdade é que ele foi o único que acreditou que eu poderia fazer a época que fiz e por isso sou muito grato a ele.

RD: Como avalias estas duas temporadas e meia no Nacional? Foi fácil a adaptação à Madeira?

RG: Se calhar um pouco agridoce, na primeira meia época que tive emprestado fiz alguns bons jogos e outros nem por isso, o ano passado de facto as coisas não correram nada bem nem a nível coletivo e nem a nível individual.
E este ano foi tudo o oposto do ano passado a nível coletivo foi muito bom, conseguimos todos os nossos objetivos e a nível individual foi fantástico, a melhor época da minha carreira.

RD: Tens o objectivo de continuar no Nacional ou desejas abraçar um novo projecto?

RM: Gostei muito de estar no Nacional nestes últimos dois anos e meio, mas agora está na hora de ir à procura de novos objetivos para a minha carreira.

RD: Sentes-te mais confortável a jogar em qual zona do ataque? A partir de uma ala? No centro?

RM: A minha posição de raiz é no centro do ataque, tive algumas épocas em que joguei a ala principalmente no meu ultimo ano no Vizela e dai ate ao ano passado foram épocas onde tanto jogava a ala como a avançado 9, e acho que isso não me fez bem, porque não consegui ganhar rotinas nem a ala e nem nem a 9. E eu sinto que posso dar mais a equipa jogando a 9.